| Edição: 1ª |
| Publicação: 1 de julho de 2018 |
| Idioma: Português |
| Páginas: 1032 |
| Peso: 1.43 Kg |
| Dimensões: 23 x 16.4 x 5 cm |
| Formato: Capa comum |
| ISBN-10: 8534944539 |
| ISBN-13: 9788534944533 |
Quer comprar este livro?
Comprar LivroO segundo volume da monumental "História da Filosofia", de Giovanni Reale e Dario Antiseri, dedica-se ao período mais efervescente e transformador do pensamento ocidental: a Modernidade. Com a erudição característica da dupla, a obra mapeia a transição do teocentrismo medieval para o antropocentrismo renascentista, culminando na consolidação do método científico e na autonomia da razão. Os autores não se limitam a uma exposição fria de doutrinas, mas narram a aventura do espírito humano que, ao desvincular-se das autoridades tradicionais, ousa estabelecer as bases de um novo mundo fundamentado na experiência, no cálculo matemático e na crítica sistemática.
A análise inicia-se com o Renascimento, onde a redescoberta dos clássicos e a valorização da dignidade humana preparam o terreno para a grande ruptura operada por figuras como Maquiavel na política e Copérnico na cosmologia. Reale e Antiseri dedicam capítulos primorosos à Revolução Científica, demonstrando como Galileu e Newton alteraram não apenas a ciência, mas a própria percepção da realidade. A tensão entre o racionalismo de Descartes, Spinoza e Leibniz e o empirismo de Locke, Berkeley e Hume é explorada com uma clareza que desvela as raízes do debate gnosiológico moderno. O percurso atinge seu ápice no Iluminismo, onde a confiança na luz da razão busca dissipar as trevas da ignorância e do dogmatismo, estabelecendo os ideais de liberdade e progresso que ainda hoje ecoam em nossas instituições.
O volume reserva um espaço de destaque absoluto à figura de Immanuel Kant, tratado aqui como o ponto de convergência de todas as correntes anteriores. Os autores detalham como o filósofo de Königsberg operou sua "revolução copernicana", ao inverter a relação entre o sujeito e o objeto no processo de conhecimento. A exegese da Crítica da Razão Pura e da Crítica da Razão Prática é conduzida de forma a mostrar que Kant não apenas encerra um ciclo, mas abre as portas para o Idealismo e para toda a filosofia contemporânea. A obra consegue transmitir a complexidade do sistema kantiano sem perder a elegância narrativa, reafirmando que a modernidade foi, acima de tudo, o esforço hercúleo do homem para compreender os limites e as possibilidades de sua própria inteligência.