| Edição: 1ª |
| Publicação: 3 de março de 2026 |
| Idioma: Português |
| Páginas: 240 |
| Peso: 0.060 kg |
| Dimensões: 13.5 x 1.5 x 18.5 cm |
| Formato: Capa comum |
| ISBN-10: 6584835618 |
| ISBN-13: 9786584835610 |
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Nesta obra, Rui Tavares mergulha nas tensões que atravessam as chamadas “guerras culturais”, examinando como discursos, símbolos e narrativas se tornaram armas de poder e instrumentos de manipulação. O autor não se limita a descrever o presente: ele traça uma genealogia das disputas ideológicas, revelando como o passado se infiltra no debate contemporâneo e como o futuro se desenha a partir de batalhas que parecem intermináveis. O livro é, ao mesmo tempo, diagnóstico e reflexão, propondo uma leitura crítica sobre os mecanismos de hipocrisia e oligarquia que sustentam tais embates.
Tavares escreve com rigor intelectual e clareza analítica, mas sem abrir mão de uma linguagem que convoca o leitor à reflexão profunda. Sua prosa é marcada por uma cadência ensaística, que combina erudição histórica com observações agudas sobre o presente. O texto não se perde em jargões acadêmicos, mas constrói uma ponte entre o pensamento crítico e a experiência cotidiana, tornando-se acessível sem abdicar da complexidade. Há uma evidente preocupação em iluminar os paradoxos que permeiam os discursos políticos e culturais, revelando suas contradições internas.
A obra articula o passado como memória e advertência, mostrando como velhas estruturas de poder se reciclam em novas roupagens. Ao mesmo tempo, projeta o futuro como campo de disputa, em que se decidirá se a sociedade será capaz de superar a lógica da polarização ou se permanecerá aprisionada em ciclos de ressentimento e exclusão. O autor sugere que compreender as guerras culturais é compreender o modo como se constrói a própria democracia e como ela pode ser corroída por narrativas que se pretendem absolutas.
“Hipocritões e olhigarcas” é um livro que se inscreve no debate contemporâneo com vigor e pertinência, oferecendo ao leitor não apenas uma análise das batalhas culturais, mas também uma reflexão sobre os caminhos possíveis para o futuro. Rui Tavares demonstra que a crítica lúcida é uma forma de resistência, e que pensar o presente é, inevitavelmente, pensar o que virá.
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